Amanheceu:
pegou um caminhão e foi pra
lida.
Nascer do sol : brilhando no horizonte
mais um dia.
Aperta o coturno, o lenço e
o chapéu, amola o facão,
mira para o céu , reza um pai
nosso e começa o
trabalho...Então :
o corte vai surgindo, a cana vai caindo
e as folhas no
cortando; o fardo amontoando, o sol
já vai a pique e
o suor escorrendo em bicas...
E a bóia vem fria pra comer,
e os amigos têm tempo de conversa,
que é pra ver
se um dia a vida se avessa e dá
prazer.
Entardeceu:
o cabra que é bom cortou de
tudo.
Adormeceu:
juntou com o sol, o cansaço
... virou noite.
A afrouxa o coturno, tira o chapéu,
descansa o facão...
pede uma aguardente, joga um pouco
no chão,
oferecendo ao santo bom...
E, ao chegar em casa, o cheiro do café,
e a molecada vêm...
o riso vai surgindo, o dia foi comprido,
mas ele ainda está de pé...
E a janta vem quente como o quê,
e a mulher que tem :
fé e esperança , de uma
gente que não
cansa de ter forca pra viver...